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07.27.10 (7:17 pm) [edit]Eu larguei esse espaço há quatro anos. Mas há aqui uma reunião interessante sobre personalidades minhas que conheci até 2006. Não sei se retomo o fato. Porém, está aí, preservada a minha doideira nesta doideira que preserva as almas sintéticas.
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07.27.10 (7:14 pm) [edit]Todas as almas que reunimos à nossa volta têm um objetivo comum. Algumas são convergentes. Outras divergentes. Mas há, não tenha dúvida, objetivo comum entre elas. E nós mesmos fazemos parte deste grupo anímico. O que devemos fazer com a lógica é compreender se estas intenções são positivas ou negativas, se comparadas com nossas próprias intenções racionais. Ser ou não ser é a única questão que devemos responder, diante da percepção que adquirimos sobre este fato.
em mim poesia
12.07.06 (9:20 pm) [edit]A poesia é uma coisa que me acontece.
Não é provocada.
Surge como uma dor de barriga, uma vontade de peidar.
Surge como um arroto.
Mas, é um gás que sai do meu cérebro.
Pensava antes no meu coração.
Ah! Meu coração.
Anda tão atribulado em bater, que não tem tempo para pensar em poesias.
A poesia é a forma do desforme que nunca fui.
Ela é a pretensão do que nunca serei.
Uma vontade vã, que a nada serve.
Não tem princípio, nem meio ou objetivo.
É a mais pura perda de um tempo que é só meu.
Que quero perder este tempo em meus devaneios injustificáveis.
Essa tal, me conecta à um mundo vazio, no qual sobrevivo
aquém e além do que fui ou serei um dia, atendo-se ao
único fato do que sou agora.
É a bendita palavra nem sempre é bem dita.
É a maldita palavra que sempre me dita.
A poesia para mim é um espasmo.
Um sofrer saudável.
Perpetua-me em um espaço finito.
Infinita-me em uma existência limitada.
Seria eu um bom Deus, se a mim fosse dado ser Deus?
Não sei.
Sei que faria da minha deidade poesia.
Poetizaria cada uma de minhas ações criativas.
Imaginaria em meus amores, diversos, humanos,
cada fonte de minha divindade.
Desceria a terra para morrer e viver.
Sofreria o sol, para lavrar em minhas palavras poéticas
a pura dor.
Talvez eu fosse um Deus como qualquer outro Deus.
poeta.
Profecias
12.07.06 (8:58 pm) [edit]As palavras do poeta nunca podem ser tomadas como verdade.
Mesmo que sejam as palavras do poeta a única verdade que existe.
Profecias
Enquanto a flor perdurar sobre o pedúnculo, haverá cor.
O sol brilhará todos os dias, desde que nasça.
A lua sempre brilhará, plena no céu, desde que cheia.
O coração baterá, enquanto houver vida.
Todas as vontades serão satisfeitas, enquanto houver possibilidades.
Os cães comeram carne, enquanto houver vacas para morrer.
As estradas serão de mão dupla, quando houver gente para ir e vir.
A catástofre será evitada, enquanto o avião permanecer no ar.
Haverá rock n' roll, sempre que houver usinas elétricas.
Os peixes nadarão nos oceanos, até que eles se encham de bosta.
O ar será respirável, enquanto houver oxigênio.
O amor entre as pessoas existirá, até que se extingua.
Sempre haverá vida antes da morte.
Pressa
11.29.06 (7:00 pm) [edit]Minha vida tem sido viver com pressa! Tenho pressa do amanhã, que vai me matar. Ants de me deitar, sonho em acordar. Ants de despertar, já quero dormir. Sonho sempre com o amanhã, que quer me matar. Nunca estou no mesmo lugar. A vontade bandida, de quem quer viajar. Durante a noite, desejo o sol. Durante o dia, quero a sombra. No calor, quero o frio. Saciado, sinto fome. Sobre as montanhas, aspiro o mar. Vivo inquiento, aborrecido, impaciente e indeciso...ainda estou confuso...será que agora é diferente...não estou nada tranquilo...um pouco contente... Não pretendo estar aqui, nem lá. Meu desejo é fumar. Tragar profundamente a fumaça do último cigarro. Se ouço a cigarra, queo o bem-te-vi. Se estou na floresta, desejo o sertão. Vivo em volta de um círculo perdido. Tenho pressa em viver o que não há. Tenho sede de um vinho que virou vinagre, fome da comida que azedou. Sou erro, engano, desacerto. Imperfeito é pouco. Sou um desespero, sou aquilo que não pode mais ser.
A Aranha (Fernado Pessoa)
11.16.06 (6:25 pm) [edit]A aranha do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.
(fernando pessoa)
latência
11.16.06 (6:24 pm) [edit]Quando não há resposta, há latência.
Os pensamentos se tornam oblíquos, buscadores, descontínuos.
Conforma-se a percepção do improvável.
Há um medo do erro sobre a dúvida.
Há a dúvida sobre o medo.
Quando a resposta não se conforma imediatamente, ela é como o pão que falta.
Faz a fome de continuar a pensar.
sons
11.16.06 (6:17 pm) [edit]Há sons que se repetem em meus pensamentos. Há sentimentos que se calam em meu coração. Vivo a me perguntar: será que quando eu morrer meus sons audíveis se juntaram aos meus sentimentos calados?
AH! Sabiá...se fosse fácil cantar eu cantaria como você
08.27.06 (10:42 pm) [edit]Ah!
Como é bom ser personagens?!
A gente podemos ser tudo o que somos.
De tudo um pouco, ou a tudo um muito.
A vida nos criou este inferno de capacitação .
Temos que ser atores o tempo todo.
Mesmo cagando, ou tamando banho, sozinhos na cama, atuamos de alguma forma pra esta sociedade que nos faz, nos cobra, nos investiga e nos pune (mesmo inocentes).
Estamos aí alertas, para cumprir o que o sargento invisível nos cobra.
Já que o comunismo foi pro saco mesmo, o cristianismo se revelou incapaz, o orientalismo só serve aos orientais (onde é o Oriente?)...restou a realidade.
E nós temos que lidar com ela.
Mas para tanto temos que ser vários.
Um com o pai, outro com o filho, outro ainda com o espírito santo.
Isso sem falar no ou na namorada (essa ordem aí não se atém ou corresponde ao sexo do personagem, uma vez que isso é uma outra história...), em quem nos paga (seja patrão ou contratante...sempre tem alguém pagando pelos nós servicinhos...), com o cara o trânsito (o que dá a fechada e o que multa, e o que prende o carro etc) e com o público (há idiotice mais genérica do que "público" ;?...só "etc"). E etc.
Ah! Tá? Você se acha o personagem mais foda de todos? O X Man (Woman) da história?
Pois eu lhe digo meu compadre (comadre) o seu cú não vale muito mais do que o de qualquer traficante bem sucedido (ou mal sucedido). A merda é toda a mesma.
A gente vive num mundinho fracaçado, que anda pro final a passos largos.
Isso porque somos nós que construímos nossa história. Não são os anjos de Deus, ou o destino.
Somos nós. Uma cambada de hipócritas.
Enquanto isto, pequenos ou grandes burgueses que somos, atuamos.
Uns mais, outros menos bem sucedidos.
Ah!
Mas era sobre isso que eu falava.
Como é bom atuar?!
(muito mais justo seria se fossemos honestos conosco e com o mundo...certamente muita merda seria evitada...simples assim...como diria Edmundo Novais)_
AH DRUMMOND
08.23.06 (9:49 pm) [edit]Poema de sete faces Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos não perguntam nada. O homem atrás do bigode é sério, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos , raros amigos o homem atrás dos óculos e do bigode. Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo, seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo.
Trânsito
08.23.06 (8:37 pm) [edit]Quando lhe conheci você fez em mim um transitório.
Uma quebra de inércia.
Naquele momento quando a energia que chega subleva a energia previamente existente.
No momento em que a nova energia se prontifica.
Se faz.
Uma modificação repentina de estado.
De situação.
Você me colocou em situação de êxtase, de alcance de um momento esperado.
Mas, como em todos os transitórios, eles deixam de ser transitórios.
As coisas se acomodam.
A energia anterior se equilibra.
Volta à sua forma original.
Porém, acrescida de um delta, vindo da nova energia que se pôs.
A energia abastecida não se perde.
Não se deforma.
Passa a fazer parte da energia previamente existente.
Ou melhor, a ela se soma e as duas passam a fazer parte de uma energia só.
(há também de se discutir o ponto de vista da energia que se põem, uma vez que ela se põem do ponto de vista do foco que recebe; por outro lado, o transitório da energia que chega recebe o transitório da energia receptora; ou seja: ela própria sofre um transitório de mesma intensidade...mas isso é uma outra história)
Certamente se a fonte abastecedora se desliga, repentinamente, há um outro transitório.
Em grau inverso ao primeiro.
Mas se a fonte se esvai, se desliga gradativamente, não há nenhuma ruptura que possa causar danos ao sistema. (ou aos sistemas)
Bom seria se todas as fontes de energia se somassem, ad a eternum
Ah! Que bom seria se a física explicasse as coisas do coração...
fato certo
08.23.06 (7:54 am) [edit]Então, mais uma vez vou me despedir da dor e ir de encontro à felicidade. A felicidade que valsa sobre mim desde que nasci. Se anuncia com mera possibilidade /rima fácil e idiota....como todas as rimas de minha vida. Mas me lanço ao fato certo que o reterei por pouco tempo. Pois meu tempo é espaço limitado. Meu tempo é tempo de sonho. |meu tempo é de busca enquanto estou em mim. O sonho que já se anuncia, em estado acordado, é prenúncio de que o sonho chega ao fim /mas se aproxima na lentidão das horas, nas velocidades dos fatos. Calo-me, diante à balburdia. Qual barulho poderia fazer? Silencio-me, ouvindo a ópera. Ah! Meu Deus...o que se há de fazer? Quixeramobim Sustenho-me, como diante de um sustenido. O grave e o agudo passam por mim, do vermelho ao violeta, / sem que eu possa ver ou ouvir. Os quásares, quem sabe, pulsarão antes e depois de mim. Quem sou eu, o que será de mim? Quantos decibéis alcançará meu coração nos seus últimos compassos? Certamente serão inauditos. Talvez me reste ainda um sonho de felicidade, quando as veias da vida se esvaem? Encontrarei plutões e sócrates, ou santo antônios e são joões, numa eterna festa junina? O quanto encontrarei de mim? Ah! O meu barco voa. Abre as velas ao vento do sonho, enquanto é possível sonhar.
Somos uma bobagem
08.23.06 (7:49 am) [edit]O ser humano é mesmo uma bobagem. No semestre passado fiz uma modesta crítica ao livro Falar – um romance de amor e ódio, do meu professor Edmundo Novais ou Racha, de quem me tornei admirador. A crítica foi publicada no jornal Impressão, do curso de jornalismo. Por ela recebi alguns elogios de colegas, de professores e, principalmente, uma referência elogiosa do próprio Edmundo em seu blog. Fiquei todo feliz. Como a gente é vaidoso, sô!
regra
07.06.06 (9:54 pm) [edit]A regra convida ao erro. A regra, raciocínio, subleva contra o coração, contraria a razão do espírito. A regra, o raciocínio, subverte a ordem do simples. O livre é a boa regra. O nada, a não forma de se conduzir, é a conduta. Pautamo-nos sob helenismos, romanismos, judaísmos. Cartesianamente somos platônicos. Aristotélicamente somos cristãos. Socraticamente somos pitagóricos ou budisticamente somos espíritas. Vivemos sob uma leva de pensamentos que não conquistamos. Somos elementos de uma composição. Somos educados. Somos levados. Enquanto isso, enquanto tal, nossa alma se perde em esquemas de condutas. Nos abandona a pensar como é ser certo. O ethos se perde em teorias de ética. A ética busca uma moral inexistente. A hipocrisia se alia à retórica. Somos expostos a convites míticos, místicos. Ao esoterismo castrador da liberdade, exclusor das igualdades. Somos afastados do exoterismo que inclui o simples, o puro. Há uma humanidade que continua se construindo sobre as diferenças. Uma humanidade que continua se afastando do sentido do ser comum. Uma humanidade que come hóstia, bate cabeça, ora, cultua, medita, que se finge de boazinha, mas que continua traindo a própria origem. E não há outra humanidade. Há somente esta. Desnecessária, ignorante, soberba, culpada, magoada, vergonhosa, estúpida, hipócrita, safada, filha da própria humanidade. Então, há um então. Em nenhum momento conquistaremos outra forma de ser. Inventaremos tudo o que pudermos inventar, inclusive deuses e santos. Inventaremos culpas e culpados, penas e penalizados. Crucificaremos todos os cristos que o tempo e a capacidade de criação forem capazes de criar. Mas não perderemos a nossa sovinice. Não perderemos a nossa estupidez. Continuaremos, até a nossa própria extinção, a exercer nossa estupidez. Diante de um universo que existe por si só, que conforma Deus na sua mais absoluta grandeza, e que por Ele é conformado, os extinguiremos por nossa própria incapacidade de compreender o quanto somos divinos, pelos simples fato de fazermos parte de uma única ordem, aquela que não nos convida ao erro. Ah! Mas o erro faz parte de nós. Gouches, seguiremos traindo as nossas verdades. Continuaremos destruindo, e destruindo, e destruindo... Até no momento em que a nossa destruição já não se faça vontade. Talvez, ainda haja o espírito neste fim. Diante do todo, do qual o espírito, alma, ou qualquer outra forma de ser, além daquilo que somos enquanto forma física, se é que há esta forma, ficaremos abandonados sob uma ilusão, indistintos, fadados à exaustão.
ânima
07.06.06 (9:21 pm) [edit]A alma se perde em cada instante de vida. Ela quer permanecer. Se perde. Ela encontra outro ser. Se perde. A alma é uma das fragrâncias de um todo nada nítido. Um todo que se confunde em perfumes sobrepostos. A ânima não se anima, enquanto não cheira outro ser como si. Se perde, se confunde. Mas é a ânima que anima o ser que conduz aqui.
fome
07.06.06 (8:55 pm) [edit]Quando não há resposta, há latência. Os pensamentos se tornam oblíquos, buscadores, descontínuos. Conforma-se a percepção do improvável. Há um medo do erro sobre a dúvida. Há a dúvida sobre o medo. Quando a resposta não se conforma imediatamente, ela é como o pão que falta. Faz fome de continuar a pensar.
cerveja
07.06.06 (8:45 pm) [edit]Pão insistente e gasoso que alcoolicamente me entorpece enquanto me divirto. É garrafa, lata, copo. Em chopp se traduz em barris. Sustenta-me um sonho de ser puro, como o lúpulo. Sustenta-me a força de fermentar-me, como os açúcares que se destroem na acidulação. Levemente transforma minha alma. Subverte meu raciocínio e me convida a cachaças, sexos e poesias. Sonha em nobreza, mas é povão. Amarga, doce, negra, clara. Amiga, agressora. Engorda como o pasto ao elefante. Transforma o abdome numa bolha, flácida, desconvicta. Senhora de tantas musas e conquistas. Senhora de tantas perversões. É motivo de nomes históricos, anímicos. Historicamente motiva a alma. Uma amiga, irmã, bandida, confidente. Sempre estúpida. O amargo do gosto que abandona na língua é convite à ressaca do desavisado. Promotora de arrotos e peidos, não abre mão do CO2 que carrega em sua alma. Ô Cerveja. Sem tu a humanidade não seria tão feliz. Talvez fosse menos gasosa.
Happy again
06.21.06 (10:49 pm) [edit]Então, mais uma vez vou me despedir da dor e ir de encontro à felicidade. A felicidade que valsa sobre mim desde que nasci. Se anuncia com mera possibilidade /rima fácil e idiota....como todas as rimas de minha vida. Mas me lanço ao fato certo que o reterei por pouco tempo. Pois meu tempo é espaço limitado. Meu tempo é tempo de sonho. |meu tempo é de busca enquanto estou em mim. O sonho que já se anuncia, em estado acordado, é prenúncio de que o sonho chega ao fim /mas se aproxima na lentidão das horas, nas velocidades dos fatos. Calo-me, diante à balburdia. Qual barulho poderia fazer? Silencio-me, ouvindo a ópera. Ah! Meu Deus...o que se há de fazer? Sustenho-me, como diante de um sustenido. O grave e o agudo passam por mim, do vermelho ao violeta, / sem que eu possa ver ou ouvir. Os quásares, quem sabe, pulsarão antes e depois de mim. Quem sou eu, o que será de mim? Quantos decibéis alcançará meu coração nos seus últimos compassos? Certamente serão inauditos. Talvez me reste ainda um sonho de felicidade, quando as veias da vida se esvaem? Encontrarei plutões e sócrates, ou santo antônios e são joões, numa eterna festa junina? O quanto encontrarei de mim? Ah! O meu barco voa. Abre as velas ao vento do sonho, enquanto é possível sonhar.
Alevinos da alma
05.25.06 (11:28 pm) [edit]A vontade de poetizar me abandona em trechos da vida que outros não me seguem. Aí,eu fico ali, deitado naquela margem, sôfrego, cansado da andança, mas vendo no céu as gaivotas das esperança voarem sobre mim. Calo-me sobre isso. Porque as vertigens que temos no cansaço não são obras de comentários Ah! Mas as gaivotas. Elas são insistentes e estridentes. Pulam afoitamente sobre o mar de minha alma, querendo colher os minúsculos peixes que meu pensamento deixa escapar. Elas fazem tanto barulho, e são tão felizes, como reunidas numa festa de família, que acabo as deixando domar a parição dos alevinos que minha alma não retem. Assim, as palavras acabam aflorando como os dejetos brancos e substanciosos destas aves bandidas, que nada têm, nada dão, mas que sabem voar, e roubar. Aí, fico cá eu, coberto de guano, tentando me justificar.
Slave
05.14.06 (12:06 am) [edit]Sabe o que acontece. O problema não é dormir ou ficar acordado. O problema é ter que se submeter às imposições do dia seguinte. Não é ficar bêbado ou sóbrio. Vomitar ou segurar a onda. É ter que andar reto, de um jeito que todos gostem. O problema não é ficar nu na frente do espelho, com a barriga maior do que gostaria, ou usar roupas antiquadas, doadas e doáveis, ou sujar-se de merda com um peido mal dado. O problema é já acordar daquele sono mal dormido, esbaforido, querendo correr pra cima do mundo porque tem alguém te chamando pra sobreviver. O problema não é perder o amor, nem achar outro. O problema não é amar como Platão amou, platonicamente, quem eu não sei. O problema é achar que o amor deve vir depois das obrigações. Não há nenhum problema em chorar de tristeza, de alegria, por amor ou fantasia. Nem de raiva há problema chorar. Há problema em ficar seco, com os olhos firmes e inexpressivos, porque dizem que assim é que deve ser. Há problema em não chorar. O problema não é orar pra Deus, Nossa Senhora, Iemanjá, Buda ou sabe-se para quem lá. O problema é perder a fé em si mesmo. O problema não é saber que o sapo coaxa e a rã assobia. O problema não é saber o que é uma cotovia. O problema não é saber que o cachorro late de fome, de sede, de raiva e de alegria. O problema é esquecer o tanto que esse mundo foi lindo um dia. Não há problema em esquecer a chave, perder os documentos, esquecer o horário. Nenhum problema em ficar careca, ter espinhas, sentir calafrios. Há problema em perder a bondade, ou nunca ter tido. Que merda. Não há nenhum problema em pão dormido. Há problema na fome. Há problema na dor de dente, na dor de mente, na dor de lado, na dor de quase tudo quanto é jeito que pode doer. Só não há problema na dor de barriga de tanto rir, ou na dor de saudade de quem a gente pode um dia ver. Ou naquela dor de dente nascendo quando somos crianças. Não há problema naquela dorzinha que dá na boca do estômago quando descobrimos um amor. Não há problema em sermos livres. Há problema em não saber como ser livre. Ou o que é ser livre. Há problema nessa putaria que anda a política, a administração pública. Mas não há problema em ser patriota, gostar da sua terra, querer participar de tudo o que há pra participar. Desde a festa na quermesse, até a vereância, deputância, senadância, governância ou presidância. Há problema em querer participar da filhadaputância. Não há problema em tomar sol. Ou fumar um cigarro. Ou beber uma cerveja. Há problema em ter câncer de pele, câncer de pulmão, cirrose hepática. Não há nenhum problema em engordar um tiquinho ou perder uns quilinhos. A merda do problema está em se empapuçar de comida ou vomitar até as lombrigas. Ou morrer, ou deixar que alguém morra de fome. Não há problema em começar. Há problema em não saber parar. Do mesmo jeito que não há problema em parar, há problema em não saber começar.
li
05.14.06 (12:05 am) [edit]Tem hora que eu tenho medo do que eu vejo, do que ouço, do que eu penso e do que escrevo. Sim. Tenho que te falhar que às vezes me assusto. Assusto-me todos os dias quando acordo sem tu ao meu lado. Vivo de sustos. Mas isso não tem nada a ver com o que falo aqui. Falo de um susto de antevisão, de previsão, de sonhovisão, de uma porradadecoisavisão. Comecei a ver o futuro. Em lapsos. Em pequenos momentos. No princípio achava coincidência. Mas, puta que pariu, quanta coincidência pode subsistir a tantas coincidências? Depois reputei à loucura. Sempre tive fama de maluco. Desde pequeno. Tu me chamaste de louco quantas vezes? Então, já me admiti naquele universo dos que não têm compromisso com a sanidade mental. Cômodo incômodo. Mas tu sabes que não sou louco. Sou um porra louca...Ah! isso é uma boa verdade. Mas louco, louco, daqueles de pedra, perigosos, nunca fui, nem, nem nunca serei. Amo por demais a vida e os que vivem, de um modo geral, para significar qualquer perigo de vida, muitas vezes se safam em cometimentos de loucura. Mas não é sobre isso que trato, apesar de que este trato tem a ver com o significado. O que significo, às vezes, é essa imprecaução de ver o futuro. De ver as pessoas por dentro, mesmo quando não quero. De ter uma sabedoria idiota, irresponsável, inconseqüente, que me pula da boca como uma merda de um grilo falante, que fica pulando por todos os lados, irresponsavelmente, gastando meus fatos e enfados, minhas energias e sinergias. Mas eu começo a achar que todo mundo, em algum momento da vida, antevê o futuro. Só que tem vergonha de falar. Ou não entende o que anteviu. Ou se sente incomodado pelas premonições. Ou acaba que as premonições não se confirmam. Essa é que é a grande merda das previsões: não se confirmarem. É como aquela dor de barriga que anuncia uma bela cagada e resulta apenas em um monte de peidos. Há um dito popular que diz até: muito peido pra pouca bosta. Os romanos eram mais elegantes. Para a mesma coisa diziam: Parturiunt motis, nascentur ridiculus mus (os montes estão em trabalho de parto de onde nascerá um ridículo rato). Mas as previsões curtas, modestas, de poucos instantes, chamadas premonições, quase sempre em mim se confirmam. E muitas me surgem com um ar e de já vu. ?Auto Lá! Quem já vem ser arvorando em questionamentos de sobrenatural. Pode parar com isso. Há em mim uma impaciência de esperar o temp da colheita. Um surto de intransigência sobre o momento certo, uma afoiteza. Há em mim um babaquice qualquer de querer saber das coisas antes dos outros. Há também uma merda de um raciocínio que sempre me joga em terrenos espinhosos.
li
05.14.06 (12:05 am) [edit]Tem hora que eu tenho medo do que eu vejo, do que ouço, do que eu penso e do que escrevo. Sim. Tenho que te falhar que às vezes me assusto. Assusto-me todos os dias quando acordo sem tu ao meu lado. Vivo de sustos. Mas isso não tem nada a ver com o que falo aqui. Falo de um susto de antevisão, de previsão, de sonhovisão, de uma porradadecoisavisão. Comecei a ver o futuro. Em lapsos. Em pequenos momentos. No princípio achava coincidência. Mas, puta que pariu, quanta coincidência pode subsistir a tantas coincidências? Depois reputei à loucura. Sempre tive fama de maluco. Desde pequeno. Tu me chamaste de louco quantas vezes? Então, já me admiti naquele universo dos que não têm compromisso com a sanidade mental. Cômodo incômodo. Mas tu sabes que não sou louco. Sou um porra louca...Ah! isso é uma boa verdade. Mas louco, louco, daqueles de pedra, perigosos, nunca fui, nem, nem nunca serei. Amo por demais a vida e os que vivem, de um modo geral, para significar qualquer perigo de vida, muitas vezes se safam em cometimentos de loucura. Mas não é sobre isso que trato, apesar de que este trato tem a ver com o significado. O que significo, às vezes, é essa imprecaução de ver o futuro. De ver as pessoas por dentro, mesmo quando não quero. De ter uma sabedoria idiota, irresponsável, inconseqüente, que me pula da boca como uma merda de um grilo falante, que fica pulando por todos os lados, irresponsavelmente, gastando meus fatos e enfados, minhas energias e sinergias. Mas eu começo a achar que todo mundo, em algum momento da vida, antevê o futuro. Só que tem vergonha de falar. Ou não entende o que anteviu. Ou se sente incomodado pelas premonições. Ou acaba que as premonições não se confirmam. Essa é que é a grande merda das previsões: não se confirmarem. É como aquela dor de barriga que anuncia uma bela cagada e resulta apenas em um monte de peidos. Há um dito popular que diz até: muito peido pra pouca bosta. Os romanos eram mais elegantes. Para a mesma coisa diziam: Parturiunt motis, nascentur ridiculus mus (os montes estão em trabalho de parto de onde nascerá um ridículo rato). Mas as previsões curtas, modestas, de poucos instantes, chamadas premonições, quase sempre em mim se confirmam. E muitas me surgem com um ar e de já vu. ?Auto Lá! Quem já vem ser arvorando em questionamentos de sobrenatural. Pode parar com isso. Há em mim uma impaciência de esperar o temp da colheita. Um surto de intransigência sobre o momento certo, uma afoiteza. Há em mim um babaquice qualquer de querer saber das coisas antes dos outros. Há também uma merda de um raciocínio que sempre me joga em terrenos espinhosos.
Soberbo de minha própria leitura. Estive em mim, extasiado, acreditado, sofrido, desapercebendo, Ah...o quanto o olhar. O quanto o pensar! Ah...o quanto o sofrer não viver Estive em eminmesmado. Calado. Sofrido. [ Tolhido E o caralho à quatro.... Tomar no cu, não no sentido do gozo de quem gosta de tomar no cu Tomar no cu mesmo.... À Puta Que Pariu quem discordar de mim neste espaço;;;; Todas as hipocrisias que se fodam em sua própria forma. E todo mundo vá tomar no centro do toba,.... Menos aqueles que convidei para este balaio e que, de alguma forma, estão entendendo o que estou falando aqui....
Carnaval 2006
02.21.06 (8:17 pm) [edit]Minha fantasia veio coberta de alegria As aves gripadas espirravam, com toda a folia Uma vaca, cheia de aftosa, morria de embolia Mas afinal, era o carnaval As penas do avestruzes faziam o essencial. Na avenida. Na avenida. Plumas saltavam de todas as cores. Avestruzes pelados choravam, não de frio, No calor da terra do carnaval... Na avenida Chorava o avestruz, de pura dor na bunda, “Caadê a minha pluma, cadêêÊ a miiiiinha pluma... Onde está minha dignidade.... Foi parar numa fantasia, que está longe de ser a minha. E na avenida... Que passo original.... O povo samba,,,,sem entender o que é o carnaval... Cunavara... E a merda, e a merda... Continua toda a mesma... Mas e daí... Fodam-se todos, com certeza...que eu não tô nem aí... Afinal... Aaafinal...é carnaval... Que o Bush nos exploda....que a sacanagem total, Vire regra no geral...
Ôôô avestruz queria voar...
02.21.06 (8:16 pm) [edit]O avestruz queria voar.... Hoje na passareeeela.... Mas não pode voar... Pq não é bicho que voa.... Mto + feio fez o avestruz... Pelado sem suas plumas... Bicho burro que é.... Não deu conta nem de fazer firulas...